Galerias e Museus
Não poderia ser diferente. Uma cidade com o histórico e a tradição de Berlim, certamente teria vários museus interessantes para mostrar aos visitantes, e para tanto tinha até a Ilha dos Museus. Veja a seguir alguns dos mais destacados e recomendados como imperdíveis de visitar.
Memorial do Holocausto - Cora-Berliner-Strasse, 1 -
Conhecido como Holocaust Mahnmal, era um ponto turístico muito visitado pelos israelenses e viajantes do mundo todo. Era formado por vários blocos de concreto, em homenagem aos judeus mortos na Europa na época do nazismo. O Memorial do Holocausto recebera várias propostas de como deveria ser construído, mas a incumbência ficara a cargo do americano Peter Eisenman, que finalizara o projeto somente em 2004. Estava localizado na região central de Berlim, ao lado do Portão de Brandenburgo. A entrada era gratuita, e se podia alugar um áudio-guia que custava € 6. Funcionava de terça a domingo, das 10.00 as 20.00h, nos meses de abril a setembro. No período de outubro a março, fechava uma hora mais cedo.
Museu Alemão de Tecnologia - Trebbiner Strasse, 9 -
Estava instalado numa antiga Estação Ferroviária e exibia fascinantes amostras interativas sobre a história da tecnologia. Mostrava o desenvolvimento da aviação, com a presença de 40 aeronaves, além de relembrar a Revolução Industrial, com suas locomotivas a vapor.
Museu de História Alemã - Unter den Linden, 2 -
Era o maior museu de história da Alemanha, com uma série de documentos, filmes e peças exclusivas. O programa levava os visitantes a uma viagem pela história do país, desde a Idade Média até os dias de hoje. Na construção mais antiga da Avenida Unter den Linden - usada como arsenal pelos militares da Prússia, de 1731 a 1876 - funcionava este museu que atraía muitos visitantes. Por meio de um impressionante acervo, composto por oito mil itens era possível conhecer os fatos mais importantes da história do país, desde o seu início até os dias atuais. Além de coleções permanentes, exposições temporárias temáticas eram realizadas, e abria diariamente, das 10.00 as 18.00h. O ingresso custava 10€ e a entrada de crianças e jovens até 18 anos era gratuita. Para chegar use o Metrô, U-Bahn linha U6 da Estação Friedrichstrasse.
Museus Dahlem - Lansstrasse, 8/25 - Arnimalle -
Era um conjunto de três museus, situado no bairro de Dahlem, que explorava de uma forma fantástica, as culturas européias exóticas e históricas. Havia o Museu de Etnologia, que explorava as culturas do Pacífico e da Américas; o Museu de Artes Asiáticas e o Museu de Culturas Européias.
Museu de História Natural - Invalidenstrasse -
Reunia uma coleção com mais de 30 milhões de artigos. Uma de suas atrações mais procuradas e admiradas pelos visitantes era o esqueleto do maior Dinossauro do mundo, encontrado na Tanzânia, em 1909. Havia também uma exposição de meteoritos e minerais. Abria de terça a sexta das 9.30 as 18.00h e aos sábados e domingos das 10.00 as 18.00h.
Museu dos Instrumentos Musicais - Ben-Gurion-Strasse -
Era um dos poucos museus dedicados exclusivamente à música. O visitante poderia apreciar o som de mais de 750 instrumentos musicais, entre os quais o Cravo, de Frederico - o Grande. Apresentava um órgão de cinema mudo, ainda em funcionamento. Abria das 9.00 as 17.00h de terça a sexta e as quintas fechava as 20.00h. Aos sábados e domingos abria das 10.00 as 17.00h.
Museu Judaico - Lindenstraße, 9-14 -
Contava a história do povo judeu durante dois milênios. Era o maior museu judaico da Europa, e desde que abrira, em 2001, tornara-se um dos museus mais visitados da cidade. Era um ponto turístico muito interessante, assim como o Memorial do Holocausto, pois ambos se complementavam quanto à história e o passado do povo judeu na Alemanha.
Fora fundando em 1933, na Oranienurguer Strasse, mas logo em 1938 fora encerrado pelo regime nazista. Reaberto em 2001, contava a história das relações entre judeus e alemães, e entre judeus e não judeus, ao longo de dois milênios. O prédio se dividia em dois, um prédio antigo onde ficavam as exposições temporárias, loja, caixa e restaurante e outro prédio moderno, onde estavam as exposições permanentes.
Os prédios eram conectados por uma passagem subterrânea, uma vez que só havia entrada pelo prédio antigo. A arquitetura do prédio novo, era surpreendente, com forma em ziguezague, mostrava duas linhas de pensamento. Havia cinco corredores que iam desde o andar mais baixo ao mais alto, chamados de Void (espaços vazios). Eles significavam o vazio deixado após a grande destruição na vida dos judeus. Havia inclusive uma parte com 10 mil rostos de ferro e que faziam barulhos quando eram pisados. Depois, havia também vários eixos, que simbolizavam três diferentes realidades dos judeus na Alemanha.
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Eixo do Exílio
Era onde ficava o Jardim do Exílio, um espaço formado por 49 blocos de concreto com uma grande inclinação, a fim de mostrar a irregularidade e desorientação dos judeus ao serem expulsos da Alemanha. No topo de cada concreto, havia o símbolo da esperança, representado pelas plantas que nasciam no concreto.
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Eixo do Holocausto
Era um caminho que ia de espaçoso e claro até estreito e escuro, onde no final ficava a Torre do Holocausto, uma sala fria e fechada e onde havia apenas um facho de luz no alto. Havia também vitrines com objetos da época e fotos de pessoas que emigraram ou que foram levadas para os Campos de Concentração.
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Eixo da Continuidade
Era o último eixo e o mais longo, com uma escadaria alta e peças de concreto que se cruzavam até o andar superior. Este eixo dava a entender que a história continuava. Era aqui que ficava a exposição permanente, contando a história dos judeus, desde seus antepassados aos dias atuais. Abria de terça a domingo das 10.00 as 20.00h e as segundas das 10.0 as 22.00h. Permanecia fechado no dia 24 de dezembro e nos feriados judaicos. A entrada custava 10 Euros para adultos. Crianças até 6 anos não pagavam e a entrada reduzida custava 5 Euros. Para chegar, se poderia utilizar o Metrô da linha U1 e U6 e descer na Estação Hallesches Tor ou na linha U6 e descer na Kochstrasse. Para chegar de ônibus, pegue a linha 248 e desça na parada Jüdisches Museum.
BERLIM - Galerias e Museus - parte 4/4

