FLORENÇA - A Rainha da Toscana
parte 4/4
Ponte Vecchio
Restrições turísticas
A Administração Municipal anunciara no começo de 2025, as 10 novas medidas para combater o turismo de massa e promover o turismo sustentável, incluindo a proibição de caixas de chaves no centro histórico, o uso de alto-falantes e carrinhos de Golfe, por Guias turísticos. As normas visavam proteger o patrimônio histórico, garantir a habitabilidade da cidade para os moradores e incentivar práticas que respeitassem a cultura local. As caixas chave – recipientes utilizados pelos proprietários para deixar as chaves de seu apartamento para retirada pelos turistas – também estava proibido, ao menos, no centro histórico. Inclusive, elas têm se tornado alvo de protestos de moradores de Florença, que passaram a adesivar as caixas com um enorme X vermelho.
Palácio Inacabado - Via del Proconsolo, 12 -
Em 1593, Alessandro Strozzi encomendara a Bernardo Buontalenti, a construção de um suntuoso palácio. O arquiteto, devido a uma série de conflitos com o filho do cliente e com o artista Santi di Tito, o artista envolvido na construção da escada, abandonara as obras antes de serem concluídas. O projeto, depois de inúmeras etapas, no início do século XIX chegava às mãos de Guasti, que cedera o prédio Non finito ao Governo toscano. Durante o século XIX, tornara-se o palácio do poder e o Governo nele instalara o Departamento do Interior e a Direção da Polícia.
Piazza de São Lourenço
Aproveite para visitar esta Piazza, onde estava a Basílica de San Lorenzo, obra de Brunelleschi, de 1425, a preferida dos Médici. A família Médici apoiava os mais influentes governantes da cidade, e seu nome estava intimamente ligado à história de Florença. Na San Lorenzo estavam sepultados vários de seus membros, entre púlpitos de bronze de autoria de Donatello e esculturas de Michelangelo.
Piazza do Duomo
Também chamada Piazza São Giovani era onde ficava a Catedral de Santa Maria de Fiore a principal e mais impressionante igreja da cidade, além de ser a terceira maior igreja do mundo. Ao seu lado estava o Batistério de São Giovanni e a Campanile de Giotto. Em seu interior estavam as criptas da Basílica de Santa Maria Reparata, descobertas após escavações feitas na década de 60.
Considerando que a Piazza da Signoria era o centro cívico da cidade, a Piazza do Domo era o centro religioso e espiritual. Na esquina da Via do Calzaioli com a Praça do Duomo estava a Loggia do Bigallo, um pequeno pórtico onde eram expostas as crianças abandonadas ou desamparadas. Fora construído pela Companhia da Misericórdia que era uma das Confrarias mais antigas da cidade. Na praça também estava o Museu do Domo, lugar onde eram expostas as esculturas originais que enfeitavam os prédios da praça e onde posava imponente o Davi, de Michelangelo
Piazza do Mercado Novo
Era onde estava o chamado Mercado Novo, embora fosse antigo fora construído em meados do século XVI. A maior atração do lugar era um javali de bronze, conhecido como Porcellino, diante do qual as pessoas faziam fila para encostar no seu focinho, pois dizia a lenda que quem tocá-lo voltaria a Florença. Era tanta gente que o focinho do bicho perdera o tom esverdeado de bronze antigo e se tornara reluzente.
Seguindo na direção do Rio Arno chegava-se a ponte mais famosa da cidade, a Ponte Vechio, construída em 1345 e única ponte da cidade a escapar da destruição nazista durante a 2ª Guerra. Ao longo de suas duas extremidades encontravam-se diversas lojinhas, que vendiam joias de ouro e prata e artesanatos típicos regionais em lã. Continue até ao Museu dell' Opera del Duomo, para apreciar a emocionante escultura Pietà, de Michelangelo.
Rio Arno e a Ponte Vecchio
A Ponte Vecchio construída em 1345, era a ponte mais antiga de Florença, e por isso tinha esse nome e era típica da Idade Média, quando era costume construir casas ou lojas em cima de pontes. Talvez esse hábito fosse confortável para seus moradores, numa época em que não existia abastecimento de água nem esgotos, mas era incômodo para quem morava rio abaixo. Até o fim do século XVI, quando a ponte era ocupada por açougueiros, estes jogavam no Rio Arno todas as carniças e carcaças dos animais abatidos, até que o Duque Fernando mandara retira-los e reservara o local apenas para joalheiros e ourives.
Onde comer
Florença também oferecia excelentes opções culinárias. Quando a fome apertar, busque o Antico Fattore, na Via Lambertesca 1-3 no bairro centro; a Tratoria Acqua Cotta, na Via dei Pilastri, 51 ou na Belle Donne, na Via delle Belle Donne, 16; na descida da Piazzale, a Enoteca Fuori Porta. Na Via dei Neri, o panino do All`Antico Vinaio; na Piazza degli Otaviani, o Buca Mario, especialista em pastas e molhos, e na Piazza Mercato Centrale, a Tratoria Zà-Zà. Portanto, não seria por falta de sugestões que deixaria de experimentar as delícias da cozinha toscana. Depois busque uma sobremesa autentica Fiorentina, na Boutique Del Ciocollato, na Via Maragliano, 12 ou na Pasticeria Lucca, na Via Lazzeri.
Il Santino - Via Santo Spirito, 60 r.
Esta era a versão do Il Santo Bevitore, que lembrava uma antiga bodega, com queijos e presuntos expostos num ambiente intimista formado por apenas 5 mesinhas. Os pratos custavam em torno de 5 Euros. O menu era bastante variado e diariamente eram servidas dez opções. Experimente pratos deliciosos, como a sopa de cebola, o tartare e o bacalhau.
I Maledetti Toscani - Via dei Cerchi, 19 r. - Ficava perto da Piazza della Signoria -
Para quem quisesse comer um delicioso panino e não queria perder tempo e nem pagar muito, este era o local ideal. A focaccia era imperdível e poderia escolher salame, presunto ou verdura para o recheio, tudo de excelente qualidade. Experimente uma das especialidades da casa: a Schiacciata! custava em média 3 Euros e uma taça de vinho custava 2 Euros.
La Prosciuntteria Firenze – Via dei Neri, 54/Rosso
Caminhando pelas proximidades da Galeria Uffizi, encontrará uma lojinha aconchegante chamada La Prosciutteria Firenze que oferecia uma deliciosa seleção de carnes curadas de alta qualidade, queijos, mortadelas da Bologna e uma variedade de sanduíches, tudo combinado perfeitamente com uma taça de vinho. Era o local ideal para uma refeição rápida, seja almoço, jantar ou um aperitivo. Era uma verdadeira Presunteria no melhor estilo antigo, que tinha outros 11 pontos espalhados pelo país.
La Spada – Via della Spada, 62/r. -
Esta era uma clássica Trattoria, informal e cordial. No menu, especialidades toscanas e alguns pratos revisitados e os tradicionais Spaghetti alla puttanesca, grelhados e muito legumes e verdura. O prato de pasta saia por 10 Euros. O local fora reformado recentemente e perdera um pouco o ar rústico que tinha, mas ainda assim era bem característico. Ficava perto da Praça de Santa Maria Novella.
Algumas recomendações de viajantes que acessavam a este site: na Piazza do Mercado Central, além do próprio mercado, havia a Tratoria Zà-Zà; na Via Dei Neri, encontrava-se o excelente panino do All`antico Vinaio; descendo a Piazzale encontraria a ótima Enoteca Fuori Porta, onde os melhores vinhos e espumantes do país estariam à sua espera. E para encerrar, quando sentir vontade de mangiare uma verdadeira pasta italiana, vá ao Buca Mario, que ficava na Piazza degli Ottaviani.
Restaurante Paoli - Via de Tavolini, 12-R
Sua história e performance tivera início em 1824, tornando-se um local de encontros de intelectuais como Leoncavallo, Marinetti, Pirandello e Puccini. Com mesas sob um teto abobadado do século XIV, cujas nervuras e lunetas eram cobertas por afrescos desbotados, criados na década de 1910. Sua prestigiada cozinha servia ravioli verdi alla casalinga (ravióli de espinafre em molho de tomate) que poderia não ser inspirador, mas era feito na hora e muito saboroso. Na temporada de cogumelos, poderá pedir risotto ai funghi, e durante o ano todo o delicioso secondo entrecôte di manzo arlecchino (um bife grosso em molho de creme temperado com conhaque, pimenta e acompanhado de purê de batatas. Enfim, era uma recomendação para pessoas apreciadoras de bom gosto e do saber comer bem...
Santo Espírito - Piazza de Santo Espírito, 16-R –
Era uma delícia de local, com mesinhas na rua, em frente a uma agradável praça e com música a noite. O cardápio era focado na gastronomia italiana onde o gnocci gratinado era o carro chefe da casa. Ainda, a lasanha ao ragú surpreendia os clientes mais exigentes. Oferecia vinhos brancos e rosso, servidos em taças. Os preços eram normais e o atendimento era uma questão de sorte e dependendo do humor dos atendentes... Aliás, em Florença o mau humor dos atendentes em bares e restaurantes era quase um padrão cumprido à risca...
Onde dormir
Veja alguns dos hotéis econômicos, confortáveis e bem localizados
Hotel Johanna II - Via Bonifazio Lupi, 14 -
Ficava a poucos minutos da Estação Ferroviária ( Termini ) de Santa Maria Novella. Era aconchegante, tinha quartos amplos e confortáveis e oferecia estacionamento gratuito.
Hotel Relais II Companile - Via Ricasoli, 10 -
Ficava próximo ao Duomo. Os quartos eram bastante confortáveis, e todos com ar condicionado, era uma ótima opção para quem quisesse estar perto dos passeios turísticos da cidade. As diárias eram as melhores da cidade, mas não incluía o café da manhã, que era cobrado à parte. Fazia parte da rede francesa Campanile de hotéis.
Hotel Cosimo D`Medici - Largo Fratelli Alinari, 15 -
Era outro hotel econômico, tinha apenas 30 quartos, ficava próximo do centro e dos principais pontos dos meios de transportes da cidade. Oferecia um ótimo café da manhã.
Síndrome de Stendhal
A síndrome de Stendhal era considerada uma condição psicossomática causada pela exposição à abundante riqueza artística de Florença. Seu nome vinha do escritor francês Marie-Henri Beyle, mais conhecido pelo pseudônimo Stendhal, que, em 1817, descreveu sua visita à capital da Toscana: fiquei em uma espécie de êxtase com a idéia de estar em Florença... fui acometido de uma forte palpitação do coração... minha força vital se esvaiu de mim e andei com medo constante de cair no chão. A síndrome fora clinicamente descrita como um distúrbio psiquiátrico, em 1989, por Graziella Magherini, psiquiatra no Hospital Santa Maria Nuova, de Florença.
Recomendação
Quando visitar Florença e se quiser o assessoramento de um Guia de Turismo qualificado, recomendamos o Gustavo Gaiarsa, paulista que vivia há alguns anos na cidade e se especializara como Guia e Sommelier, conduzindo os turistas pelos melhores lugares da Toscana e de Florença. Acesse: www.pomodorotours.com
Torre degli Uffizi


